O Ministério do Trabalho informou que cerca de 4,56 milhões de trabalhadores deixarão de receber o abono salarial até 2030 devido a mudanças nas regras do benefício. A estimativa faz parte de estudo sobre a sustentabilidade do benefício a longo prazo.
A nova diretriz reduz gradualmente o critério de acesso ao abono, que hoje considera quem recebe até dois salários mínimos. Em 2030, o teto passa a 1,5 SM, com ajuste pela inflação para manter a responsabilidade fiscal.
Em 2026, quem recebeu até 1,96 salário mínimo em 2024 ainda terá direito, mas cerca de 559 mil trabalhadores perderão o benefício neste ano de transição. Em 2030, a elegibilidade fica para quem ganha até 1,77 SM.
Impactos e números-chave
A projeção mostra que 4,56 milhões de beneficiários serão excluídos até 2030, acompanhando o novo patamar de renda. O intuito é tornar o Fundo de Amparo ao Trabalhador mais estável a longo prazo.
Apesar da redução de atendidos, o gasto anual com o abono deve crescer. O Ministério do Trabalho estima alta de 34,36 bilhões de reais em 2026 para 39,27 bilhões em 2030, conforme o aumento no número de trabalhadores formais.
A base de trabalhadores formais deverá subir de 59,86 milhões em 2026 para até 67 milhões em 2030, o que aumenta a arrecadação e o custo do benefício mesmo com as regras mais restritivas.
Fonte: Ministério do Trabalho
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