A Receita Federal informou nesta terça-feira que a arrecadação federal atingiu 229,2 bilhões de reais em março, marco inédito para o mês desde o início da série histórica, em 1995. O desempenho sinaliza recuperação de receitas após elevações de tributos e alta de setores como serviços e imports.
O resultado de março reforça o cenário de aumento de receitas públicas. Em termos reais, a alta ficou em 4,99% frente a março de 2025, enquanto o nominal foi de 9,34%. O mês teve aporte importante de impostos de operações financeiras e de rendimentos de capital.
Receitas administradas pelo Fisco somaram 223,5 bilhões de reais em março, com alta real de 5,56%. Outras receitas de outros órgãos registraram 5,7 bilhões, mas recuo real de 13,52% ante março do ano anterior. O IOF avançou 50,06%, para 8,3 bilhões no mês.
O IRRF sobre rendimentos de capital alcançou 10,6 bilhões, com crescimento de 7,44%, influenciado pelo desempenho de títulos de renda fixa. Já o IPI, excluindo o vinculado à importação, caiu para 4,3 bilhões, frente 4,6 bilhões em 2025.
A Receita Federal destacou que o comportamento dos indicadores macroeconômicos impacta a arrecadação e que mudanças nas alíquotas do IOF em 2025 contribuíram para o aumento. Serviços e importações deram ritmo ao recolhimento de tributos como PIS e Cofins, que somaram 48,1 bilhões em março, alta de 4,35%.
Arrecadação no trimestre
No 1º trimestre de 2026, a arrecadação federal atingiu 777,1 bilhões de reais, já ajustados pela inflação, arrancando novo recorde histórico. O conjunto de receitas cresceu 4,58% na comparação com o mesmo período de 2025, segundo dados oficiais.
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