O mercado de criptomoedas voltou a apresentar volatilidade nesta terça-feira, 28, com o dólar fortalecido e as incertezas geopolíticas entre EUA e Irã influenciando o apetite por risco. O Bitcoin, alvo de recompras recentes, mantém um movimento de consolidação, sustentado pela demanda institucional e por sensibilidade a mudanças macroeconômicas.
Analistas destacam que o petróleo em patamares elevados aumenta as preocupações inflacionárias, enquanto a política monetária internacional permanece sob olhos atentos. O Bitcoin é visto como resiliente, apesar do cenário externo desfavorável, segundo avaliações de especialistas.
No Brasil, o país registrou saldo positivo de investimentos no setor, com entrada líquida de capital. A Strategy, controlada por Michael Saylor, ampliou posição comprando 3.273 BTC por cerca de US$ 218 milhões, aproximando-se de 1 milhão de BTC em balanço.
Fluxo institucional e preço do BTC
Dados da CoinShares apontam entradas líquidas de US$ 1,2 bilhão em fundos de criptomoedas na última semana, quarta sequência de fluxo positivo. O total sob gestão global atingiu US$ 155 bilhões, o maior nível desde fevereiro.
Ethereum e tesouraria institucional
Na mesma data, a BitMine informou aquisição de US$ 236 milhões em Ether (ETH) como parte de sua tesouraria com foco em staking. Analista refere Ethereum como reserva de valor em tempos de conflito, reforçando a visão de demanda institucional.
O Bitcoin opera, segundo especialistas, entre US$ 74.500 e US$ 77.500 no curto prazo, com fluxo institucional sustentando a demanda e limitando quedas diante de volatilidade macro.
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