A China manteve o impulso no mercado automotivo brasileiro no início de 2026. No primeiro trimestre, os embarques de veículos para o Brasil atingiram 2,16 bilhões de dólares, segundo dados da alfândega chinesa compilados pela imprensa econômica. Em 2025, o valor foi de 763,8 milhões de dólares.
As exportações chinesas não se limitaram aos elétricos. Carros movidos a combustão também tiveram crescimento expressivo, elevando o Brasil da 16ª para a 7ª posição entre os destinos das exportações chinesas desse tipo de veículo.
No Brasil, a valorização dos carros chineses ficou evidente nas importações nacionalizadas. O trimestre registrou 1,5 bilhão de dólares em veículos chineses, um aumento de 552,5% em relação ao mesmo período do ano anterior, com 65,6% de participação no total.
A mudança de cenário afetou a participação histórica da Argentina, que caiu à segunda posição, respondendo por 11,3% das importações (253,2 milhões de dólares), queda de 25,5% ante 2025.
Expansão da produção local
Fabricantes como BYD e GWM já avançam para instalações próprias no Brasil, buscando presença mais estruturada. Outras empresas fortalecem atuação por meio de alianças locais, como Geely com Renault e Leapmotor com Stellantis.
A GAC informou planos de iniciar produção local no Brasil a partir de 2027, consolidando o movimento de integração das montadoras chinesas à indústria automotiva brasileira. O ritmo de investimentos tende a acelerar nos próximos anos.
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