O Tesouro Nacional informou que a dívida pública federal caiu 2,34% em março, ficando em 8,3 trilhões de reais. O recuo ocorreu principalmente por vencimentos de títulos atrelados à Selic. A divulgação acompanha o fluxo de financiamento do governo.
Segundo o plano anual de financiamento, a emissão de títulos deve manter o estoque entre 9,7 trilhões e 10,3 trilhões até 2026. A trajetória reflete expectativas de pagamento de juros e novas captações.
Em entrevista ao Conexão Record News, o professor Pedro Leão Bispo, da FGV, afirmou que o ponto central é a origem da dívida. Ele disse que o gasto exagerado do governo impulsiona o endividamento, mesmo com melhorias pontuais.
Para Bispo, há espaço para repensar a rede tributária e reduzir custos de manutenção do governo federal. A combinação de reformas e contenção de despesas, segundo ele, pode melhorar o equilíbrio público a médio prazo.
Contexto e implicações
O professor ressalta que o peso da dívida está relacionado a investimentos públicos que, segundo o especialista, justificariam-se apenas se refletirem benefícios claros, como hospitais e escolas. A discussão envolve eficiência do gasto público.
Ele também destaca que o aumento de impostos está ligado ao crescimento da arrecadação, mas aponta que a sonegação fiscal contribui para a distância entre gastos e receita. A reestruturação tributária é citada como caminho possível.
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