O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) publicou, nesta terça-feira (28/4), o Relatório Anual de 2025. O documento mostra queda de 12,2% no patrimônio líquido, de 140,4 bilhões de reais em 2024 para 123,2 bilhões em 2025. O resultado também contabilizou um déficit de 17,1 bilhões, decorrente da provisão para pagamento de garantias do Banco Master, liquidado pelo Banco Central.
A liquidez do FGC, que protege investidores no Sistema Financeiro Nacional, caiu neste ano devido à crise envolvendo o conglomerado do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Ao fim de 2025, o FGC apresentava recursos líquidos de 123,4 bilhões, mas, com pagamentos realizados no primeiro trimestre, caiu para 110,9 bilhões em março, uma redução de 10,1%.
Evolução financeira e pagamentos
Entre fevereiro e março de 2026, o FGC recebeu 32,2 bilhões de reais em antecipação de contribuições pelas instituições associadas, para recompor as reservas. Com esse movimento, o patrimônio líquido ficou em 118,5 bilhões e a liquidez em 110,9 bilhões em março de 2026, e o índice de liquidez passou a 2% do saldo de elegíveis.
As liquidações extrajudiciais ligadas ao Banco Master, à Master de Investimentos e à Letsbank geraram uma provisão final de 40,6 bilhões de reais para pagamento de garantias aos credores até o fim de 2025. Em janeiro de 2026, houve ainda as liquidações da Will Financeira e do Banco Pleno, elevando o total estimado de garantias a 51,7 bilhões de reais, com o impacto total estimado nas reservas de 57,4 bilhões.
Segundo a instituição, até o momento, o pagamento de garantias soma cerca de 49 bilhões de reais, destinados a quase 870 mil credores, com 94,5% do volume financeiro já entregue aos beneficiários. O FGC informou que as informações integram o balanço relativo ao exercício de 2025 e os desdobramentos de 2026 decorrentes das liquidações associadas ao conglomerado.
Reações e comentários
O economista Roberto Luis Troster avaliou que os dados do balanço não configuram um problema grave para o FGC, mesmo diante do déficit contábil de 17 bilhões de reais. Já Daniel Lima, presidente do FGC, destacou que em 2025 o fundo manteve a confiança de depositantes e investidores, em especial diante da liquidação do Banco Master.
Entre na conversa da comunidade