O IPCA-15 mostra inflação de 0,89% em abril, com o grupo alimentação e bebidas respondendo pela maior pressão. A alta anual de 1,46% no mês representa a mais forte leitura para abril desde 2022, segundo o IBGE.
A elevação dos preços de alimentos decorre, em parte, da menor oferta sazonal típica da época e de custos de frete mais altos. O diesel, com alta de 16% no mês, contribuiu para o repasse de custos na cadeia de produtos.
Caixas de leite, cenoura, cebola, tomate e carnes tiveram alta expressiva, ajudando a puxar o grupo para 0,31 ponto percentual de influência no IPCA-15 de abril. A alimentação fora de casa também acelerou, de 0,35% para 0,70%.
Situação atual e fatores de pressão
Economistas ressaltam o peso da sazonalidade da oferta na variação de preços. O efeito do petróleo e o aumento dos fretes aparecem como componentes do repasse aos preços de alimentos in natura, especialmente no leite.
A associação entre oferta e custos de produção é destacada por analistas, que apontam que condições de pastagem mais secas elevam a necessidade de rações para o gado, pressionando o preço de diversos itens da cadeia.
Implicações para o cenário econômico
O IPCA-15 referente a abril sinaliza tendência para o IPCA, índice oficial de inflação e referência para o manejo da política monetária. O Copom se reúne a partir de hoje, com expectativa de redução moderada da Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,5% ao ano.
Especialistas destacam que o impacto de alimentos na inflação pode influenciar a confiança de eleitores, em um momento de aproximação de eleições. O governo já adotou medidas para conter altas de combustíveis, buscando atenuar efeitos sobre o custo de vida.
Entre na conversa da comunidade