O IPCA-15 acelerou para 0,89% em abril, ante 0,44% em março, segundo dados do IBGE. O resultado ficou abaixo da mediana das projeções do mercado, de 0,99%. Em 12 meses, a inflação acumula 4,37%.
O índice projeta o comportamento do IPCA, indicador oficial da inflação, com impacto direto na meta do Banco Central. A taxa Selic está em 14,75% ao ano, com Copom previsto para anunciar decisão de política monetária na quarta-feira.
A alta de combustíveis e de alimentos pesou no mês, em meio a conflitos internacionais que influenciaram as cotações de petróleo. Governo indicou medidas para conter preços de diesel, gás de cozinha e derivados, diante da pressão inflacionária.
Enquadramento econômico e perspectivas
Analistas apontam que o cenário externo e o choque em commodities elevam a pressão sobre preços. O mercado financeiro estima alta de 4,86% no IPCA ao fim de 2026, segundo boletim Focus, superior ao teto da meta (4,5%).
O IPCA-15, divulgado antecipadamente, funciona como termômetro da inflação que guia decisões futuras. A divulgação completa do IPCA não ocorre neste mês, devendo sair em duas semanas, em 12 de maio.
Composição e impactos operacionais
O IPCA-15 abrange a segunda metade do mês anterior e a primeira do mês de referência, diferentemente do IPCA, que coleta ao longo do mês. O índice de abril ainda não está fechado e depende da coleta em abril.
A variação do IPCA-15 reflete mudanças nos preços de bens e serviços, incluindo alimentos e combustíveis, que afetam o custo de vida e o comportamento do consumo. O governo busca medidas para reduzir a pressão sobre fretes e preços de itens básicos.
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