O pedido da defesa de Daniel Vorcaro para limitar buscas do liquidante do Banco Master por ativos nos EUA foi negado pela Justiça dos Estados Unidos. A decisão foi proferida pelo juiz Scott M. Grossman após audiência realizada nesta quarta-feira.
A defesa alegou que a EFB Regimes Especiais de Empresas age como um “trem desgovernado” ao antecipar a liquidação do Master no Brasil. No entanto, o tribunal manteve o foco nas buscas por ativos do ex-banqueiro no exterior.
O liquidante, designado para representar os credores, já havia emitido dezenas de intimações para empresas ligadas a Vorcaro e a eventuais ativos dele, incluindo casas de leilões e galerias de arte. A defesa afirmou que as investigações não guardam relação com os débitos do grupo Master no Brasil.
Intimações e ativos no exterior
Segundo o processo, a EFB reiterou a atuação para identificar bens do empresário no mercado de arte e em operações comerciais diversas, como leilões, com o objetivo de rastrear ativos do grupo Master.
A lista inclui casas de leilões e galerias de renome, além de contatos imobiliários e de empresas ligadas a Vorcaro. A defesa sustenta que tais diligências não correspondem aos interesses dos credores do conglomerado no Brasil.
Avanços no distrito sul da Flórida
No Distrito Sul da Flórida, a EFB anexou conversas entre Vorcaro e a designer de interiores sobre aquisições de obras de Picasso e Basquiat. A prática levanta questões sobre possíveis ativos pessoais do banqueiro.
O liquidante também busca imóveis ligados a Vorcaro e à família nos EUA, objeto de controvérsia pública desde diálogos vazados entre o banqueiro e ex-noiva, nos quais ele indica possuir propriedades no exterior.
Ações separadas e acordo com Watson Brickell
Em outra linha, a EFB alega desvio de ao menos US$ 1 bilhão pelo controlador do Master, seu pai e a irmã, além da compra de uma mansão na Flórida. Em paralelo, foi protocolado um acordo com a Watson Brickell, proprietária do prédio onde o Master alugava espaços em Miami.
A dívida do Master com a Watson Brickell supera os depósitos-caução apresentados no contrato. A EFB argumenta que a liquidação nos EUA favorece a aprovação do acordo de conciliação, diante de defesas potenciais e custos elevados.
Entre na conversa da comunidade