A maternidade continua sendo um ponto de ruptura na trajetória profissional das mulheres no Brasil. Dados recentes apontam que 59,1% das mulheres tiveram impactos na carreira após terem filhos, revelando barreiras estruturais no mercado de trabalho. O effetivo inclui salários, promoções e oportunidades.
A pesquisa destaca que a cultura organizacional (66,1%) e vieses inconscientes (61,8%) costumam separar mães do equivalent de liderança, reforçando um modelo corporativo pouco alinhado à realidade familiar. Quase 80% apontam desigualdade no acesso a posições de comando.
Modelo voltado a mães impulsa crescimento
Caio Mazzuchelli, CEO da You Lead Outsource, afirma que o problema não está na qualificação das profissionais, mas na rigidez do mercado. A ideia é adaptar estruturas para rotinas flexíveis e resultados, sem prejudicar entregas.
Segundo Mazzuchelli, muitas candidatas qualificadas não conseguem cumprir jornadas presenciais rígidas por questões logísticas com filhos. A empresa criou uma operação em que 99% do time são mulheres, muitas mães, com liderança majoritariamente feminina.
O modelo busca ampliar a base de talentos historicamente subutilizados. A organização observa que, ao absorver esse grupo, há maior retenção, engajamento e performance, reforçando o conceito de produtividade conectada à realidade familiar.
Mazzuchelli ressalta que o mercado encara a maternidade como risco, não como oportunidade. Empresas que integram esse público tendem a melhorar eficiência, sem abrir mão de qualidade. A decisão é, para ele, estratégica e de negócio.
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