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Para brasileiros, investir é comprar casa, viajar e apostar

Descompasso entre o investimento entendido pelo mercado e o que os brasileiros consideram investir, com 24% investindo e apenas 10% em produtos financeiros

Foto: Unsplash
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A 9ª edição do Raio-X do Investidor Brasileiro, estudo conjunto da ANBIMA e Datafolha, aponta um descompasso entre o conceito de investimento do mercado financeiro e o que a população entende por investir. Os dados referem-se a 2025.

Segundo a pesquisa, 24% da população afirmou ter feito algum tipo de investimento no ano, porém apenas 10% investiram em produtos financeiros formais. A diferença clara mostra que muitos brasileiros veem investimento além das opções tradicionais.

A pesquisa destaca que o que é considerado investimento varia entre os brasileiros. Enquanto o mercado reúne poupança, CDB, fundos, Tesouro Direto, ações e previdência, muitos associam investimento a aquisição de bens, reforma, abrir negócio ou educação.

Mais da metade do que é investido no país ocorre fora do sistema financeiro, aponta o Raio-X. Entre os 24% que investiram em 2025, 9% aplicaram recursos em bens duráveis ou imóveis e 4% em negócios.

Panorama do descompasso

A análise por classes mostra diferenças relevantes. Nas classes A e B, 42% investiram, sendo 24% em produtos financeiros. Em D e E, apenas 12% investiram, e 2% dentro do sistema financeiro, com foco em bens ou geração de renda.

Outra revelação indica que cerca de 5% da população, aproximadamente 7,8 milhões de brasileiros, investem sem usar nenhum produto financeiro. Parte significativa guarda dinheiro em casa.

Essa dinâmica levanta a questão do objetivo do dinheiro: qual problema financeiro a população busca resolver com o que possui disponível? O estudo sugere que a função do investimento varia conforme a renda e a estabilidade.

O que muda para quem já acumula patrimônio

Para quem já superou necessidades básicas, o investimento financeiro adquire significado mais técnico. O CDI vira referência, a diversificação é estratégia e o risco se mede por volatilidade e comparação a um benchmark.

Para quem ainda está em construção de estabilidade, o investimento é entendido de forma mais ampla. Guardar para a entrada de imóvel, viajar, abrir negócio ou custear educação também é visto como investimento.

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