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Brasil diz que avança para retomar exportações de aves e mel à União Europeia

Retomada total ainda depende de etapas burocráticas do bloco; entenda os avanços

Brasil avança para retomar exportações de aves e mel à UE
Brasil avança para retomar exportações de aves e mel à UE. | Paulo Whitaker/Reuters

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informou nesta sexta-feira (4) que foi concluída a auditoria sanitária realizada por autoridades europeias no país. Segundo o governo brasileiro, os controles sanitários e os procedimentos oficiais adotados para as cadeias produtivas de aves e mel foram considerados satisfatórios pelas equipes da União Europeia.

O resultado representa um avanço no processo de reinclusão do Brasil na lista de países autorizados a fornecer esses produtos ao bloco. A auditoria começou em 24 de agosto, a pedido das autoridades europeias, e incluiu visitas a estabelecimentos produtivos e órgãos oficiais. Durante a missão, técnicos brasileiros apresentaram os procedimentos de controle e fiscalização utilizados no sistema oficial de defesa agropecuária.

O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, afirmou que a avaliação positiva permite ao Brasil avançar para a próxima etapa do processo.

“Agora pela manhã se encerrou a auditoria das autoridades sanitárias da União Europeia no nosso país. E os nossos controles sanitários foram considerados satisfatórios, foram aprovados para as nossas aves e para o nosso mel. Agora é esperar o processo burocrático, mas muito rapidamente nós vamos ver o Brasil de volta à lista dos fornecedores de aves e de mel para a União Europeia.”

O Mapa informou que continuará acompanhando as próximas etapas burocráticas necessárias para que o Brasil volte oficialmente à lista de fornecedores autorizados pela União Europeia.

A auditoria ocorre em meio às restrições impostas pela União Europeia a produtos de origem animal do Brasil. As medidas começaram a ser aplicadas nessa quinta-feira (3), após o bloco apontar a necessidade de obter garantias brasileiras relacionadas à ausência de substâncias antimicrobianas no processo produtivo. O governo brasileiro afirmou que as restrições atingem exportações que somaram US$ 1,84 bilhão em 2025, principalmente de carnes, e manifestou preocupação com a decisão europeia.

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