A Petrobras pode reajustar o preço da gasolina caso o governo aprove o projeto de redução de tributos sobre combustíveis. A afirmação foi feita pela presidente Magda Chambriard, em evento no Rio de Janeiro, nesta terça-feira (28). A mensagem chega em meio a altas cotações do petróleo, estimuladas pela tensão no Irã.
O governo propõe usar receitas extraordinárias provocadas pela alta do petróleo para reduzir tributos como PIS e Cofins. Se o texto passar pelo Congresso, a estatal entende que haverá margem para ajustes de preço, sem transmitir o impacto diretamente ao consumidor.
Para entender o cenário, vale lembrar que o Brasil importa mais diesel do que gasolina e conta com etanol para complementar o abastecimento. Chambriard afirmou que a isenção de PIS/Cofins poderia gerar espaço para reajustes por parte de produtores e importadores, sem repassar integralmente às distribuidoras.
Contexto regulatório
O conflito no Irã, que completa dois meses, é apontado como fator relevante para as mudanças de preço no mercado internacional. A Petrobras destaca que não pressiona o preço com base nesse momento, mas reconhece que alterações tributárias podem influenciar a dinâmica de reajustes.
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