A temporada de balanços do 1º trimestre de 2026 deve trazer continuidade da piora da inadimplência, segundo o setor bancário. As projeções apontam que o ritmo de deterioração pode ganhar força frente a cenários de crédito mais restrito no curto prazo.
Economias ligadas ao agronegócio e grandes empresas aparecem como fatores de pressão sobre provisões. Além disso, a conjuntura macroeconômica permanece sob influência de tensões internacionais, incluindo a guerra no Irã, com potencial efeito sobre custos e demanda.
O momento também envolve incógnitas sobre o desempenho de clientes corporativos e relatos de aumento de inadimplência em segmentos específicos. Bancos avaliam impactos potenciais em resultados por meio de maiores reservas para perdas com crédito.
Contexto macro e perspectivas
A incerteza política, com o calendário eleitoral à vista, pode afetar estratégias de crédito e decisões de financiamento. O governo trabalha na conclusão de um novo programa de renegociação de dívidas, o que pode alterar condições para tomadores e padrões de provisionamento.
Diante desse cenário, as divulgações de resultados devem esclarecer até que ponto os bancos incorporaram esses componentes nos seus balanços, bem como a evolução da qualidade de crédito ao longo do trimestre.
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