A Chegg, empresa de tecnologia educacional, terminou uma fase marcada por crescimento acelerado e passou a figurar como vítima de uma revolução tecnológica. O colapso exposto envolve queda de valor de mercado e redução drástica de pessoal, alimentando discussões sobre a sustentabilidade de modelos baseados em conteúdo pedagógico diante da IA generativa.
Em fevereiro de 2021, a Chegg vivia seu auge: ações a US$ 115 e valor de mercado superior a US$ 14,7 bilhões. Hoje, a empresa registra valor de mercado próximo de US$ 114 milhões, com ações lutando para permanecer acima de US$ 1 na Nyse.
A substituição pelo “grátis e instantâneo” mudou o jogo para estudantes. A Chegg dependia de uma base de dados de soluções de livros e ajuda com lições, disponível por assinatura de US$ 14,95 mensais. A IA gerativa passou a oferecer respostas dinâmicas, explicativas e, em muitos casos, gratuitas.
Transformação e reação do mercado
A tentativa de adaptação incluiu o CheggMate, chatbot treinado na base proprietária, mas o mercado ficou cético sobre a capacidade de manter vantagem competitiva. Investidores entenderam que o banco de dados não seria suficiente frente a IAs mais avançadas.
A empresa enfrentou cortes significativos de quadro. Em maio de 2025 houve demissão de 248 funcionários. Em outubro do mesmo ano, foram cortados 388 colaboradores, equivalentes a 45% da força de trabalho remanescente. Os ajustes ilustram a dificuldade de pivô rápido em ambientes de alta pressão tecnológica.
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