O Santander Brasil reportou lucro líquido gerencial de R$ 3,788 bilhões no primeiro trimestre de 2026, segundo divulgação feita nesta quarta-feira. O resultado ficou abaixo da projeção média de R$ 4,03 bilhões apurada pelo consenso de analistas. O ROE caiu para 16,0%, após dois trimestres de alta.
A margem financeira bruta somou R$ 15,812 bilhões, com queda de 0,7% ante o mesmo período de 2025, ainda pressionada pela margem com o mercado. Em comparação trimestral, houve avanço de 3,1%. A margem financeira com o mercado ficou negativa em R$ 771 milhões, frente a ganho de R$ 97 milhões no 1T de 2025.
Segundo o banco, o resultado foi impactado pela sensibilidade negativa ao aumento da taxa de juros ao longo do ano. Já a margem financeira com clientes somou R$ 16,584 bilhões, alta de 4,8% na base anual, sustentada por volumes maiores, melhoria no mix e disciplina de precificação.
Crédito e inadimplência também influenciaram. A carteira ampliada de crédito ficou em R$ 705,6 bilhões, alta de 3,4% frente ao 1T de 2025, com leve recuo de 0,4% ante o trimestre anterior. A inadimplência acima de 90 dias ficou em 3,3%, com avanço de 0,2 p.p. no trimestre.
As provisões para devedores duvidosos somaram R$ 6,344 bilhões, aumento de 3,9% frente ao trimestre anterior, mas queda de 0,7% ante 12 meses. O Santander atribui o recuo anual à gestão de riscos e à melhora no mix de portfólio.
Em 2026, as units SANB11 registram queda de 12,78% no year-to-date, diante da performance mais fraca frente ao Ibovespa, que subiu 17,49%. A divulgação marca o início da temporada de balanços dos grandes bancos no país. Fonte: Bloomberg Línea.
Desempenho operacional e perspectivas
A instituição destacou uso intensivo de tecnologia como vetor de ganhos de produtividade e de eficiência em processos. Despesas gerais ficaram em R$ 6,633 bilhões, estáveis frente ao trimestre anterior e com variação de 0,9% em 12 meses, abaixo da inflação.
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