A defesa da OpenAI afirmou no julgamento movido por Elon Musk que o bilionário defendia a transformação da empresa em uma estrutura com fins lucrativos nos primeiros anos de atuação, chegando a buscar controle majoritário. Segundo William Savitt, Musk chegou a sugerir, em mensagens, que fosse melhor ter uma empresa tradicional com uma fundação paralela.
A defesa sustenta que o processo busca favorecer um concorrente direto da xAI, a empresa de IA criada por Musk. A OpenAI argumenta que, em 2017, os fundadores entenderam ser inviável sustentar os custos de computação apenas com atuação sem fins lucrativos.
Musk reconheceu, no tribunal, a possibilidade de criar uma subsidiária lucrativa, desde que os lucros fossem limitados e beneficiassem a fundação original. Ele também afirmou ter recusado divisão igualitária entre fundadores, por ser o principal financiador inicial.
Disputa expõe origem da maior rivalidade da IA
O caso detalha a deterioração da relação entre Musk e Altman e ajuda a explicar a passagem da OpenAI de laboratório aberto a uma das empresas mais valiosas do setor. Hoje, a OpenAI Foundation detém 26% do controle, enquanto a Microsoft possui 27%.
A juíza Yvonne Gonzalez Rogers deverá proferir a decisão final, que pode influenciar o futuro da empresa e o modelo de governança de startups de IA financiadas por capital privado. O julgamento ocorre nos EUA, em meio a grande atenção do setor.
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