O Brasil lidera as exportações globais de tabaco há 32 anos, segundo o SindiTabaco. Em 2025, o país exportou mais de 500 mil toneladas e registrou receita cambial superior a US$ 3,39 bilhões. A produção envolve mais de 120 mil famílias no Sul do país.
A Afubra defende regulamentação de novos produtos ligados ao tabaco no Brasil. O presidente da entidade, Marcilio Drescher, afirma que regras claras ajudam o setor a arrecadar tributos e evitar itens fora do interesse dos produtores. A posição diverge de setores que defendem liberalização rápida.
Drescher diferencia dispositivos que utilizam tabaco, como produtos aquecidos, da chamada nicotina líquida, cuja origem ainda preocupa os produtores. Ele ressalta a necessidade de definições oficiais para permitir participação qualificada no novo mercado.
Migração do mercado mundial
Dados do primeiro trimestre de 2026 da PMI apontam que 43% da receita líquida vem de produtos sem fumaça, com crescimento de 15,8% no período. Sachês de nicotina aparecem em EUA e Europa, com a nicotina alegadamente derivada do tabaco brasileiro, segundo a empresa.
O presidente da PMI para a América Latina, Marco Hannappel, diz que o Brasil pode ampliar participação global ao avançar de fornecimento de matéria-prima para produtos industrializados de maior valor. A glasos de atuação regulatória brasileira é citada como fator-chave.
A Afubra afirma que há potencial para participação de produtores em um regime regulatório, desde que haja regras oficiais. Drescher aponta que a produção de nicotina pode ocorrer no Brasil, mas ainda não há definições concretas. A reportagem foi realizada a convite da PMI.
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