Em recuperação extrajudicial, o GPA negocia deságio de até 90% sobre sua dívida de cerca de R$ 4,5 bilhões, além da possibilidade de converter o passivo em ações com base no preço de tela de 2029. A leitura é de fontes alinhadas ao processo de reestruturação da companhia.
A proposta também prevê a conversão de parte da dívida em ações, com avaliação baseada em valor futuro da empresa após a reestruturação. A estratégia visa reduzir o peso do passivo e reorganizar o capital, segundo apuração do Valor Econômico.
Mais da metade do prazo de negociação já transcorrido, e os bancos credores não chegaram a um desenho de acordo consolidado com o GPA até o momento. As tratativas seguem sem um entendimento final entre as partes.
Casas Bahia, que tem a receber cerca de R$ 170 milhões da rede, não integrou as negociações oficiais até agora. A rede continua fora da mesa de negociação, sem avancar negociações formais com a controladora.
As condições apresentadas pela equipe jurídica do GPA têm causado críticas entre credores, especialmente entre detentores de debêntures e recebíveis imobiliários. Em conjunto, esses papéis somam aproximadamente R$ 1,5 bilhão.
A depender do desfecho, a reestruturação pode influenciar o perfil financeiro do GPA e de seus credores, com mudanças no calendário de pagamentos e na composição acionária. O processo segue sem conclusão anunciada.
Entre na conversa da comunidade