A IA está mudando o marketing de forma drástica, com analogia de jazz para indicar flexibilidade e escalabilidade. A ideia ganhou destaque no Adobe Summit, realizado entre 20 e 22 de abril em Las Vegas, durante a entrevista entre executivos de peso no palco principal.
Shailesh Jejurikar, CEO da Procter & Gamble, descreveu que a IA cria um novo relacionamento entre marcas e consumidores. Para ele, a prática se aproxima de músicos de jazz que convivem com improvisação, porém com coordenação e escala de uma orquestra.
Segundo o executivo, o marketing contemporâneo pode personalizar marcas de forma profunda, alcançando indivíduos sem perder a identidade da empresa. A metáfora sinaliza uma transição de modelos centralizados para abordagens mais personalizadas.
Jejurikar comparou o marketing anterior, mais parecido com rock ou pop, ao atual marco da IA, que favorece experiências personalizadas e contínuas, com maior capacidade de entrega.
A ideia é que o marketing com IA se mova como jazz: flexível, adaptável e capaz de variar simultaneamente, sem perder a coesão da estratégia, desde que haja base estruturada.
Essa base envolve dados confiáveis, modelos treinados com a marca, sistemas de orquestração em tempo real e governança para manter consistência e segurança, evitando variações fora do tom.
A partir desse modelo, a IA precisa saber quando improvisar e quando seguir a partitura, segundo a visão dos executivos. Do contrário, o marketing pode virar uma jam session desordenada.
Sem integração entre áreas, surgem IAs distintas, gerando ruído e erosionando a confiança do público. A falta de alinhamento impede controle sobre a identidade da marca.
O texto aponta ainda que o marketing pode abandonar a ideia de campanhas fixas e funis de venda, ao passo que plataformas de IA definem relevância e critérios de maneira não transparente.
O desafio central é manter inovação real com direção humana, para que o improviso tecnológico não leve à repetição em massa ou conteúdo desalinhado.
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