No acordo entre Mercosul e União Europeia, produtos europeus passam a ter redução gradual de tarifas no Brasil, com vigência provisória já em vigor. As mudanças abrangem itens como vinhos, queijos, azeites e chocolates, entre outros.
A luxuosa lista inclui vinhos europeus em embalagens de até cinco litros e champanhe com eliminação progressiva de tarifas em até oito anos. Espumantes ganham liberalização mais rápida, com reduções já na vigência provisória.
Queijos europeus, atualmente com tarifas entre 16% e 28%, terão queda gradual ao longo de dez anos, dentro de cotas anuais de até 30 mil toneladas. Chocolates e achocolatados enfrentam transição mais longa, com livre comércio previsto em quinze anos.
Outros produtos também entram no processo de abertura gradual, como leite em pó, manteiga e alho, com tarifas variando conforme a categoria, chegando a 35% em alguns casos. A implementação escalonada visa evitar impactos abruptos sobre produtores locais.
No sentido oposto, exportadores brasileiros ganham acesso facilitado ao mercado europeu em itens como açúcar, arroz, carne, aves, café, suco de laranja, etanol, frutas, mel, pescado e cachaça, dentro de cotas específicas ou com tarifas reduzidas.
A União Europeia reúne cerca de 450 milhões de consumidores, enquanto o Mercosul soma aproximadamente 270 milhões. A grande aliança representa uma das maiores zonas de livre comércio do mundo, com impactos esperados de preços de bens variando conforme a redução de tarifas e a adaptação das cadeias de distribuição.
Especialistas ressaltam que, ainda que haja potencial de barateamento, os efeitos ao consumidor devem ocorrer de forma gradual, conforme as tarifas forem efetivamente reduzidas e a concorrência se intensificar.
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