Merlin Properties planeja investir 7,84 bilhões de euros em centros de dados até 2032, ampliando drasticamente sua atuação no setor. A previsão é de que esse negócio passe a responder por 65% da receita da empresa, com o restante vindo de escritórios, shopping centers e logística. A mudança está descrita em atualização do Plano Mega apresentada aos acionistas.
A empresa estima que, até 2032, as rentas anuais somem 1,15 bilhão de euros, distribuídas entre 97 milhões na fase I, 397 milhões na fase II e 656 milhões na fase III, conforme o crescimento da capacidade instalada. Em 2025, as rendas somaram 542 milhões, mantendo o perfil de diversificação de portfólio.
O conjunto de centros de dados começa a operar em fases, com locais-chave: Getafe (Madrid), Álava e Barcelona na fase I; Getafe, Álava, Tres Cantos (Madrid) e Lisboa na fase II; e, na fase III, expansão em Álava, Lisboa e a entrada de 150 MW em Zaragoza. Projetos futuros podem incluir Navalmoral (Badajoz), elevando a capacidade para cerca de 5,1 GW no total, com 2,5 GW com visibilidade alta.
Ismael Clemente, CEO da Merlin, confirmou à Câmara que duas novas ampliações de capital, totalizando 1,5 bilhão de euros, devem ocorrer entre o fim de 2027 e 2029, aproximadamente 750 milhões cada uma. Em março, a empresa já captou 767 milhões em uma outra emissão. Também está em estudo uma refinanciamento sindicada de 1,2 a 1,5 bilhão, para cobrir vencimentos de dívida até 2030.
A estratégia de foco em data centers tem apoiado a valorização da empresa no último ano, com alta de quase 50% na bolsa. O presidente José Luis de Mora destacou a importância dos data centers como ativos centrais na revolução tecnológica atual, citando a demanda por computação e serviços em nuvem como motor do plano.
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