O Renault Twingo, 100% elétrico, foi desenvolvido em várias partes do mundo para acelerar o lançamento e reduzir custos. O modelo está em produção na Eslovênia e chegou às concessionárias europeias em abril, com preço próximo de 20 mil euros.
Executivos explicam que a indústria enfrenta hipercompetitividade puxada pela China. Montadoras tradicionais buscam ganhos de velocidade, custo e tecnologia, seguindo caminhos já adotados no Oriente.
A Renault não vende no Brasil no momento, enquanto manteve foco no desenvolvimento acelerado para o mercado europeu. O objetivo é ampliar a linha com peças de origem chinesa, onde possível.
Montadoras vão à China
Fabricantes ocidentais e japonesas já atuam na China há anos, produzindo para o mercado interno e para exportação. Recentemente, eles passaram a projetar modelos inteiros no país para reduzir prazos.
A Renault e a Mercedes inauguraram centros de pesquisa ampliados em Xangai em 2024. A Volkswagen expandiu em Anhui em 2025; a Toyota consolidou o desenvolvimento de novos carros na China no mesmo ano.
Para especialistas, a China passou a funcionar como uma academia da indústria automotiva, especialmente em automação, paralelismo de fases e coordenação com fornecedores.
Reflexos na indústria e próximos passos
A partir de 2 anos de ciclo de desenvolvimento na China, frente a prazos mais longos na Europa, as empresas buscam reduzir custos e acelerar a entrega de modelos. Esse movimento envolve mudanças de organização e uso de tecnologia.
A Renault afirma que o Centro ACDC em Xangai ajudou a reduzir custos em cerca de 40% versus processos tradicionais. Planos incluem novos modelos para Dacia e para a Nissan, com mais peças chinesas.
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