Gilles Lipovetsky relaciona o que mudou no luxo à consciência ambiental. O filósofo afirma que a primeira transformação real ocorreu onde menos se esperava, com a percepção sobre a origem de materiais. O luxo, hoje, é redefinido pela busca por sustentabilidade, não pelo preço.
O pesquisador, reconhecido por obras sobre hipermodernidade, participa do painel de Luxo do São Paulo Innovation Week. O evento ocorre no Pacaembu, em 14 de maio. Em Paris, ele antecipou que o tema não terá foco em redes sociais ou pandemia, e sim na lógica do luxo em evolução.
O que muda é observado na origem dos insumos e na responsabilidade das marcas. Lipovetsky cita a bolsa de crocodilo como símbolo de status que perdeu encanto diante da preocupação ambiental, revelando contradições do setor.
Mudanças significativas no luxo
Apenas a mensagem de marketing verde não basta. Para o pensador, o luxo precisa adotar missão política, sem abrir mão da autenticidade. A artesania manual surge como resposta à pressão tecnológica e à preservação do prestige no contexto atual.
Outra força apontada é o turismo de luxo, que se expande para além de bens. O desejo por novas experiências mantém demanda mesmo com acúmulo de itens. Investimentos em hotéis, resorts exclusivos e turismo espacial são exemplos citados.
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