O governo federal lançou a versão 2.0 do Desenrola, um programa de renegociação de dívidas. A medida chega em meio a críticas sobre endividamento no país e busca melhorar a situação financeira de famílias e empresas. A novidade central envolve uso do FGTS, renegociação do Fies e limitações a gastos com apostas.
Para pessoas físicas endividadas, o Desenrola 2.0 serve quem ganha até 5 salários mínimos, ou seja, até R$ 8.105 por mês. O foco fica em dívidas de cartão de crédito, cheque especial e CDC, com atraso de pelo menos 90 dias e dívida até 31 de janeiro.
Cada banco define condições do novo crédito para quitar as dívidas existentes, com juros de até 1,99% ao mês, prazo máximo de 48 meses e dívida limitada a R$ 15 mil por instituição. Descontos variam de 30% a 90%, conforme tipo de dívida e atraso.
Descontos e prazos
Dívidas com atraso entre 90 e 120 dias podem ter 30% a 40% de desconto. Débitos com atraso entre 1 e 2 anos chegam a 80% a 90% de abatimento. O abatimento é proporcional ao tempo de inadimplência e ao tipo de dívida.
Estudantes do Fies
Mais de um milhão de estudantes devem ser beneficiados. Dívidas do Fies podem ser quitadas com três categorias de benefício: desconto de juros e multas, ou 12% da dívida à vista; e ainda descontos de até 77% ou 99% para inadimplentes com mais de 360 dias, dependendo do CadÚnico.
Empresas e setor rural
Para MEIs e microempresas ligadas ao ProCred, o Desenrola amplia o prazo de pagamento de 72 para 96 meses e aumenta o crédito disponível de 30% para até 50% do faturamento. Pequenas empresas ligadas ao Pronampe podem ter crédito máximo elevado de R$ 250 mil para R$ 500 mil, com pagamento estendido para 96 meses.
No setor rural, o Desenrola Rural ganha extensão de cobertura até 20 de dezembro de 2026, beneficiando mais de 800 mil agricultores familiares, segundo o governo. A prorrogação busca ampliar renegociações de dívidas neste segmento.
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