O governo lançou o Desenrola 2.0, com promessas de alívio imediato para famílias endividadas. Economistas ouvidos no programa Mercado disseram que o efeito pode aparecer no curto prazo, mas não muda os fundamentos do endividamento.
Bruno Perri, da Forum Investimentos, explicou que houve melhora inicial na curva de endividamento, seguida de retorno a uma trajetória de alta. A avaliação reforça a ideia de que medidas pontuais não resolvem problemas estruturais.
Custo e risco de substituição
Especialistas destacam o uso do FGTS para quitar dívidas com juros próximos de 2% ao mês. Embora traga alívio imediato, a prática pode comprometer a reserva do trabalhador. Sem mudanças estruturais no crédito, o ciclo tende a se repetir.
Perfil do endividamento e dados recentes
Dados da pesquisa BTG/Nexus apontam que a maior parte do endividamento vem de despesas básicas. Cerca de 50% dos entrevistados citam alimentação e bebidas como pressão principal, e 47% mencionam contas como luz, água e aluguel.
Desenrola ajuda, mas não resolve o desafio
A renda influencia o tipo de endividamento: famílias com menor renda recorrem a crédito para atender o básico, enquanto as de maior renda acumulam dívidas de longo prazo, como financiamentos de imóveis e veículos. O diagnóstico aponta para a necessidade de políticas mais amplas.
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