O ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou na tarde desta segunda-feira 4, no Palácio do Planalto, a edição 2.0 do programa Desenrola. O objetivo é renegociar dívidas mais recentes para evitar que pessoas se enrolem como ocorreu na pandemia.
Durigan afirmou que a principal diferença em relação ao Desenrola 1, lançado em 2023, é atender dívidas recentes, com foco em pagamentos sustentáveis. A mudança decorre de uma reviravolta na política monetária a partir de 2024 que elevou o custo de novas dívidas.
O novo programa promete juros de até 1,99% ao mês e desconto médio estimado em 65%. O parcelamento pode chegar a quatro anos, com condições especiais para dívidas entre 90 dias e dois anos, que poderão ter descontos de 30% a 90%.
Durigan destacou que o Desenrola 2 foi construído em parceria com o sistema financeiro. Um ponto considerado importante é a adoção de medidas estruturais, como a proibição de apostas em bets por um ano após a renegociação.
O ministro enfatizou ainda que a taxa de juros não está ligada à política fiscal do governo Lula. Ele apontou fatores externos, como o conflito no Oriente Médio, que dificultam cortes de juros pelo Banco Central.
Outra vertente abordada foi a alta inadimplência em diversas linhas de crédito, que ele atribuiu a spreads elevados. O objetivo do novo Desenrola é reduzir o risco de inadimplência ao ampliar a negociação entre devedores e bancos.
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