O PMI industrial da zona do euro avançou para 52,2 em abril, ante 51,6 em março, atingindo o nível mais alto em quase quatro anos. A leitura aponta melhoria nas condições operacionais das fábricas.
A produção e os pedidos são impulsionados pela formação de estoques de segurança, diante de preocupações com escassez de oferta e com o aumento de preços no cenário causado pela guerra no Oriente Médio. Analistas ressaltam que o resultado não implica festa econômica.
O otimismo entre os fabricantes para o próximo ano caiu a níveis próximos de um ano e meio, à medida que a guerra abala a confiança de negócios. Há risco de políticas monetárias ficarem ainda mais atentas aos números do PMI sem que o crescimento se sustente.
O choque inflacionário pode ser maior do que o esperado, o que complica a definição de juros. O índice de preços de venda subiu em abril, o maior desde o início da série em 1997. Custos de insumos também pressionaram os números.
Alemanha
O PMI industrial alemão ficou em 51,4 em abril, abaixo da máxima de 52,2 de março, mas ainda indica expansão. Novos pedidos e produção continuam elevados, com prazos de entrega mais longos.
Entretanto, especialistas veem o crescimento com sinais de esgotamento, pois as expectativas de negócios passaram a ficar negativas. A guerra no Oriente Médio é citada como fator que pode reduzir a produção nos próximos meses.
A produção e os pedidos seguem apoiados pela competição por suprimentos e pela cautela com futuros aumentos de preços. O aumento da inflação de custos gera preocupação sobre a demanda, com alguns produtores antecipando efeitos no curto prazo.
França
Na França, o PMI industrial subiu de 50 em março para 52,8 em abril, o maior nível desde maio de 2022. A melhoria reflete forte acréscimo de novos pedidos e maior produção.
Os estoques de encomendas ganharam impulso conforme clientes anteciparam compras diante de possíveis altas de preço e interrupções no abastecimento. Esse acúmulo de pedidos sustenta a recuperação no curto prazo.
Ainda assim, especialistas destacam que a escassez de capacidade pode pressionar a inflação caso a oferta não acompanhe a demanda. O aumento de custos foi, em abril, parcialmente repassado aos preços.
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