A Tubos Reunidos informou à Comissão Nacional do Mercado de Valores (CNMV) nesta segunda-feira que acionará concurso de acredores. A decisão foi tomada após o conselho de administração tomar conhecimento de tensões de tesouraria agravadas pela paralisação da atividade na planta de Amurrio, levando a insolvência iminente.
Logo após, a CNMV comunicou a suspensão de cotização da empresa. A companhia já registrava queda de cerca de 56% no preço de suas ações no ano, refletindo a gravidade da situação financeira.
A empresa, com cerca de 1.300 empregados, busca proteger os interesses de credores, trabalhadores, fornecedores e acionistas ao solicitar o concurso voluntário. O pedido foi apresentado hoje ao tribunal competente de Álava, com apoio de assessoria externa.
Impacto financeiro e contexto
A Tubos Reunidos atribui os resultados ruins a tarifas de importação dos EUA, variação do dólar e competição de tubos de baixo custo na Europa. As perdas do exercício 2025 atingiram 118 milhões, contra lucro de 28,6 milhões em 2024.
Ao fechamento de 2025, a dívida bruta da empresa chegou a 298,2 milhões de euros, com dívida líquida de 264,2 milhões. A SEPI figura como principal credor, com 150 milhões, enquanto não houve avanço significativo na renegociação da dívida.
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