O presidente do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), Ricardo Saadi, afirmou em audiência pública no STF que organizações criminosas diversificam os investimentos para tornar a lavagem de dinheiro mais eficiente. A avaliação aponta profissionalização do crime e uso de advogados e contadores para estruturar estratégias.
Segundo Saadi, esses grupos passaram a atuar em diferentes setores para diluir a origem de recursos ilegais. Ele citou atuação em fundos de investimento, fintechs e setor imobiliário como exemplos de caminhos explorados pela criminalidade.
O objetivo, conforme o relato, é aumentar a efetividade da lavagem ao espalhar operações entre segmentos diversos. O Coaf, diz Saadi, consegue acompanhar parte dessas movimentações, mas depende das informações recebidas de outros órgãos.
Detalhes da avaliação
Saadi enfatizou que o Coaf só consegue enxergar o que é comunicado a ele, o que limita o mapeamento completo de estratégias criminosas. A audiência discutiu o papel da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e a integração entre órgãos de fiscalização.
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