Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Custos altos e gargalos expõem fragilidade contratual no transporte rodoviário

Custos crescentes revelam fragilidade contratual no transporte rodoviário, com diesel e más rodovias elevando riscos e impactos nas operações

Transporte rodoviário sob pressão: alta do diesel, estradas precárias e contratos frágeis ampliam riscos e custos para transportadoras no Brasil (Foto: Renato Araujo/Agencia Brasil)
0:00
Carregando...
0:00

O transporte rodoviário brasileiro enfrenta pressão de custos e fragilidades contratuais. A alta do diesel, a infraestrutura precária e a instabilidade internacional colocam contratos entre transportadoras, indústrias e varejo no centro da gestão de risco.

Especialistas apontam que contratos mal estruturados dificultam reajustes e a redistribuição de custos. Isso aumenta a exposição das transportadoras a oscilações de preço e a impactos operacionais não previstos.

Dados da CNT indicam que o setor responde por cerca de 65% da movimentação de cargas, tornando-o sensível a variações de preço. O diesel pode representar até 40% das despesas.

O peso do diesel e da infraestrutura

Mais de 60% das rodovias brasileiras são classificadas como regulares, ruins ou péssimas, segundo a CNT. A condição das vias afeta produtividade, prazos e custos, especialmente em períodos de safra agrícola.

Além disso, a continuidade de tensões no Oriente Médio eleva a volatilidade do mercado global de energia, influenciando o preço do diesel no Brasil. Esse conjunto gera custos maiores e maior incerteza operacional.

Estrutura contratual e gestão de risco

Baratto explica que instrumentos contratuais muitas vezes não acompanham a dinâmica das operações. A falta de cláusulas de reajuste e de distribuição de riscos entre as partes acabei por deixar as transportadoras mais vulneráveis.

Casos comuns ilustram o problema: reajustes não previstos são absorvidos pela transportadora; disputas sobre responsabilidade surgem em situações como roubo de carga; atrasos por más condições rodoviárias podem gerar penalidades não controladas.

Caminhos para a competitividade

A discussão sobre competitividade passa por integrar operação, custos e contratos. A previsibilidade depende tanto da eficiência quanto de como os riscos são tratados contratualmente, segundo o especialista.

Quais são os custos que mais pesam

A CNT aponta a concentração de custos em poucos itens:

  • Diesel: 30% a 40% dos custos operacionais
  • Manutenção da frota: 15% a 20%
  • Mão de obra: 15% a 20%
  • Pedágios: 5% a 10%
  • Seguros: 5% a 10%

Fonte: CNT – Boletim de Custos do Transporte Rodoviário.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais