O governo federal anunciou nesta segunda-feira (4) a versão Desenrola 2.0, uma medida de renegociação de dívidas que amplia o atendimento a empresas com faturamento de até R$ 4,8 milhões e mantém o foco em facilitação de pagamentos. A mudança inclui ajuste no prazo de carência, sem qualquer perdão de dívidas.
A novidade pretende movimentar a economia ao oferecer recursos a taxas mais baixas e prazos ampliados, conforme o governo. O objetivo é apoiar principalmente pequenas empresas e contribuir para a geração de empregos no país.
Entre os nomes ouvidos, o economista Miguel Daoud avaliou o desenho da política. Ele afirmou que há benefício na ampliação de acesso ao crédito, especialmente para micro e pequenos negócios, que respondem por boa parte dos empregos formais.
A avaliação, no entanto, aponta que a medida atua apenas sobre a renegociação e não resolve a origem do endividamento. Daoud ressalta que o endividamento no Brasil é um problema estrutural, alimentado por gasto público elevado e pressões por impostos.
Em entrevista ao Conexão Record News, Daoud explicou que a política pode reduzir o peso das parcelas no curto prazo, mas não elimina fatores de custo financeiro. Ele destacou que o Brasil enfrenta desafios de longo prazo ligados à tecnologia e à eficiência pública.
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