A Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne) informou nesta terça-feira que as exportações de carne bovina do Brasil podem recuar até 10% em 2026, em comparação com 2025, devido às restrições tarifárias impostas pela China no final do ano passado. A entidade aponta que o efeito tende a reduzir o volume enviado ao país asiático.
O Brasil, maior exportador mundial do produto, deve interromper a produção destinada ao mercado chinês em junho. O objetivo é compensar o recuo das vendas com maior consumo interno, já que a China é o principal destino da carne brasileira.
Durante evento em São Paulo, o presidente da Abiec, Roberto Perosa, afirmou que as expectativas iniciais, que consideravam redirecionamento de produto para outros mercados, como a Coreia do Sul, não se concretizaram em 2026. A expectativa permanece de abertura do mercado japonês, que poderia atenuar o impacto.
Em 2025, o Brasil exportou 3,5 milhões de toneladas de carne bovina, das quais 1,7 milhão foram para a China, segundo a Abiec. A tarifa chinesa terá validade de três anos. O sistema de cotas manteve o Brasil como principal beneficiário, com uma cota ligeiramente inferior à maioria das demais categorias.
A China estabeleceu a nova tarifa após investigação que apontou impactos negativos às indústrias locais de carnes. O governo chinês informou que a medida visa ajustar importações e proteger a produção nacional.
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