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Brasileiros trocariam de emprego por melhor qualidade de vida, ganhando menos

Estudo aponta que 64% trocariam salário por qualidade de vida; 93% consideram equilíbrio entre vida pessoal e trabalho essencial, influenciando escolhas profissionais

Dados fazem parte do estudo A Experiência Laboral 2026 no Brasil — Foto: Magnific
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A busca por bem-estar no trabalho ganha protagonismo entre os trabalhadores brasileiros. Uma pesquisa realizada pela WeWork, em parceria com a Offerwise, mostra que 64% diz que trocaria de emprego para ter mais qualidade de vida, mesmo aceitando salário menor. O estudo aponta equilíbrio entre vida pessoal e trabalho como fator decisivo para 93% dos entrevistados.

Os resultados indicam que, apesar do desejo de melhor qualidade de vida, 70% dos respondentes consideram seu bem‑estar atual como médio. O presidente regional da WeWork Latam, Cláudio Hidalgo, afirma que esse cenário representa tanto risco quanto oportunidade para as empresas, que podem reter talentos ao se adequarem às demandas dos funcionários.

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Perspectivas no formato presencial

Beatriz Kawakami, gerente de negócios da WeWork no Brasil, destaca que a pesquisa ouviu 2,5 mil profissionais de diversas gerações no país. O levantamento aponta uma relação entre bem‑estar e modelo de trabalho, já que 60% rejeitam o expediente integral no escritório.

Ainda segundo Kawakami, 79% dos trabalhadores em regime presencial percebem o modelo como imposição da empresa, não escolha. Para 65%, o deslocamento representa a principal desvantagem do trabalho presencial.

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Valor agregado e atração pelo retorno ao escritório

Para compensar a obrigação do presencial, as empresas devem oferecer benefícios que recuperem o valor da ida ao escritório. Quase metade dos profissionais acredita que o retorno ao presencial só será atrativo se houver melhoria das condições.

Entre os fatores que influenciam a decisão de trabalhar presencialmente, 8 em 10 profissionais declararam que aceitariam o modelo com pacotes de benefícios adequados. Questões como barulho, áreas de descanso e espaços amplos aparecem entre as maiores reclamações.

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IA no dia a dia e oportunidades para as empresas

A adoção da inteligência artificial já é comum na rotina de trabalho, ainda que não tenha virado regra organizacional na maioria das empresas. A pesquisa aponta que 43% dos trabalhadores já utilizam IA por conta própria, e apenas 19% recebem incentivo formal para usar a tecnologia.

O uso da IA hoje concentra-se em pesquisas rápidas (70%) e em tarefas técnicas (55%). Cerca de 43% dos respondentes acreditam que metade das atividades atuais poderia ser automatizada com IA, sinalizando espaço para avanço na produtividade.

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Relevância de salários, benefícios e condições

Questões como saúde (55%), salário competitivo (54%) e equidade remunerativa (52%) são vistas como requisitos básicos, não diferenciais. Benefícios adicionais (54%) e bônus por desempenho (49%) ganham importância maior do que o salário base (43%) na avaliação do pacote de remuneração.

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