Milton Maluhy Filho, presidente do Itaú Unibanco, afirmou que um programa Desenrola voltado a adimplentes com dívidas de juros altos é mais desafiador e requer debate com o governo. Ele comentou a existência de interesse da Fazenda em um modelo para adimplentes.
Nesta quarta-feira, 6, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, informou que o governo avalia uma segunda rodada do Desenrola para adimplentes com juros elevados. Também mencionou a viabilidade de uma linha do programa para informais, com anúncio previsto para fim de maio ou início de junho.
Segundo Maluhy, o público-alvo do Desenrola tem impacto menor na carteira do Itaú em comparação à média do mercado. O banco relaciona esse diferencial a endividamento mais contido de seus clientes e à disciplina financeira.
Avanços e participação de bancos
O presidente citou a colaboração com o governo, apontando que o desenho anterior foi resultado de consenso entre bancos e autoridades. Bradesco, Santander, Banco do Brasil e Nubank já anunciaram participação no programa.
Inadimplência e estratégia de risco
Maluhy destacou que a taxa de inadimplência sob controle no primeiro trimestre depende de disciplina e visão de longo prazo. O Itaú realiza um processo de de-risking para reduzir exposições a riscos na carteira.
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