O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o Desenrola 2 não promoverá uma cultura de calote no país. Em entrevista ao Bom Dia, Ministro, no Canal Gov, ele reforçou que o programa tem duração limitada a 90 dias e busca renegociar dívidas pós-pandemia.
Durigan explicou que a primeira edição do Desenrola atacou dívidas antigas de inadimplentes, enquanto a nova rodada focaliza débitos recentes, com atraso entre 90 dias e até 2 anos. As dívidas contempladas costumam ser de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal sem garantia.
O objetivo, segundo o ministro, é organizar as finanças dos cidadãos e reduzir o custo do crédito. A expectativa é que menos inadimplentes resultem em menores juros para o conjunto do sistema financeiro, mantendo o foco na viabilidade das famílias.
O governo também sinalizou o estudo de uma linha de renegociação voltada a adimplentes com juros altos. O público prioritário deve incluir trabalhadores informais, conforme Durigan, que ressaltou a ausência de renda fixa entre esse grupo.
Outra etapa prevista pelo governo deve ser anunciada no fim de maio ou no começo de junho. O objetivo é ampliar a renegociação para quem está em dia, mas com encargos elevados, especialmente para informais.
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