O Grupo Pão de Açúcar (GPA) informou que fechou um acordo com 57,49% dos credores no âmbito do plano de recuperação extrajudicial. A dívida total é estimada em 4,56 bilhões de reais e o acordo envolve alongamento do prazo de pagamento e redução do custo financeiro. A operação será realizada com base em CDI mais 0,5% ao ano, com prazo médio de 6,4 anos. O desconto total alcança cerca de 50%.
Como resultado, a dívida prevista tende a ficar em torno de 2,28 bilhões de reais ao longo do tempo, trazendo alívio ao fluxo de caixa. Entre as medidas, está a reestruturação de créditos em debêntures conversíveis em ações, de até 1,1 bilhão de reais, com quatro janelas de conversão: 2027, 2029, 2030 e 2031.
Estrutura de dívida e novas condições
As debêntures terão emissão sujeita aos direitos dos acionistas, com preço de emissão atrelado à média de cotação de 90 pregões antes do início da conversão, com um desconto de 20%. A escritura de emissão depende de aprovação dos credores, conforme o plano de recuperação extrajural.
Além disso, o GPA aponta a possibilidade de novo financiamento de até 200 milhões de reais, a ser disponibilizado por credores participantes do plano que desejarem aportar recursos adicionais. O objetivo é aumentar a liquidez e manter as operações normais, incluindo o funcionamento das lojas.
Impactos e objetivos do plano
O plano de recuperação extrajudal tende a reduzir desembolsos de até mais de 4 bilhões de reais nos próximos dois anos. A empresa aponta ganho de liquidez relevante e melhoria do perfil de endividamento. O GPA afirma que as medidas preservam o relacionamento com fornecedores e mantêm as operações das lojas em funcionamento.
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