A quarta-feira começa com o mercado atento a sinais de acalmia na região do Oriente Médio, após a pausa anunciada no chamado Projeto Liberdade de Donald Trump. O petróleo passou a operar em queda, influenciando as bolsas. No cenário externo, o resultado pode favorecer movimentos de ativos de risco.
O petróleo recuou forte nesta manhã. O Brent caiu 8,01%, cotado a US$ 101,07 o barril, e o WTI registra queda de 9,26%, a US$ 92,83. Os negócios acompanham a possibilidade de acordo envolvendo o Estreito de Ormuz e a operação anunciada pelo governo americano.
Viagem presidencial e agenda brasileira
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva viajará hoje, às 13h, para os Estados Unidos, com chegada prevista a Washington às 20h10 (21h10 de Brasília). Amanhã, o encontro com Trump está marcado na Casa Branca, ainda sem horário definido. O tema central deve incluir comércio, segurança e minerais críticos.
Resultados de bancos e impactos no Ibovespa
Ontem à noite, o Itaú-Unibanco divulgou lucro de R$ 12,282 bilhões no 1T24, queda de 0,3% entre trimestres, mas avanço de 10,4% ante o mesmo período de 2023. O resultado ficou alinhado às projeções de analistas consultados pelo Valor, que apontavam R$ 12,290 bilhões.
Mais tarde, o Bradesco divulgará seus números, com forte peso no Ibovespa. A reception do mercado aos balanços pode influenciar a direção da bolsa brasileira ao longo do dia.
Dados de emprego nos EUA e cenário de juros
Nos EUA, é esperada hoje a divulgação da pesquisa ADP (Automatic Data Processing), em parceria com o Stanford Digital Economy Lab, sobre vagas no setor privado. O resultado ajuda a calibrar as apostas sobre a trajetória futura das taxas de juros norte-americanas.
Caso o indicador venha acima do esperado, pode haver pressão inflacionária adicional e sustentação de juros elevados, o que influencia fluxos globais. A leitura impacta especialmente ativos de renda variável e câmbio.
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