A candidatura de Indra ao papel de destaque na defesa espanhola foi alvo de críticas do PP, que aponta possível uso de informação privilegiada. Alberto Nadal, vicesecretario de Economía do partido, questiona se os Escribano sabiam dos planos do governo antes de investir na empresa. A afirmação gerou suspicácia sobre a fusão com EM&E.
Nadal sugere, via X, que os Escribano teriam adquirido ações com conhecimento de que Indra seria em breve o “buque-estrela” da defesa e receberia contratos bilionários, o que, segundo ele, resultaria em grande valorização de quase 900 milhões de euros em dois anos.
O foco é a participação da EM&E em Indra, com os irmãos Ángel e Javier Escribano detendo 14,3% da empresa por meio da EM&E, posição que os tornava segundo acionistas. A fusão entre EM&E e Indra foi estudada antes de a EM&E abrir mão do negócio.
Contexto da operação
A pressão de órgãos públicos levou Ángel Escribano a renunciar à presidência de Indra em abril de 2025, após conflitos envolvendo a SEPI. Em seguida, a EM&E decidiu vender sua participação de 14,3% em Indra, após episódios que envolveram a SEPI e críticas sobre conflitos de interesse.
Repercussão e próximos passos
Nadal afirma ter evidências de ganhos de mais de 900 milhões de euros em valorização de ações, atribuídos à percepção de contratos de defesa. O PP pediu a convocação de ministra da Defesa, da SEPI e do chefe da assessoria econômica da Presidência para esclarecer o tema.
A defesa de Indra, bem como a SEPI, não se manifestou nesta reportagem, mas o tema continua nos autos de investigações parlamentares. O PP ressalta que a transparência sobre informações recebidas pelos Escribano é essencial para elucidar o caso.
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