A ABAC (Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios) divulgou nesta semana os resultados de uma pesquisa com administradoras que atuam no segmento de Serviços. O estudo analisa os créditos disponibilizados a consorciados contemplados no último ano. Os dados são nacionais e referem-se ao primeiro trimestre de 2026.
Entre os usos mais comuns dos créditos, reformas residenciais atingiram 46,4% dos beneficiários, seguidas por 11% que fizeram cirurgias plásticas. Festas e eventos representam 7,4% das utilizações, turismo e viagens 3,3% e serviços médicos diversos 2,4%. Outros produtos e serviços somam 27,6%. O levantamento aponta diversificação clara nas finalidades.
Segundo a pesquisa, 85,2% dos participantes ativos são pessoas físicas, com 44,4% homens e 40,8% mulheres, enquanto 14,8% correspondem a pessoas jurídicas. As adesões ocorreram em grupos com média de 45 meses, com taxa de administração de 0,43% ao mês. A faixa etária mais presente foi a de 30 a 45 anos, equivalente a 47,6%.
Perfil dos consorciados
A maior parte das adesões envolveu créditos entre R$ 10 mil e R$ 50 mil, correspondente a 71,4% do total. Outros 25,7% contrataram até R$ 10 mil e 2,9% acima de R$ 50 mil. Em termos de reajustes, 53,8% dos contratos utilizam o IPCA para atualização de créditos, com INPC e IGPM agregando 23,1% cada.
Panorama do consórcio de serviços em 2026
Paulo Roberto Rossi, presidente-executivo da ABAC, ressalta a flexibilidade do consórcio de serviços, que permite múltiplos usos no momento da contemplação. No primeiro trimestre de 2026, as vendas subiram 18,9%, passando de 13,73 mil cotas para 16,33 mil. O volume de negócios também avançou, de R$ 253,97 milhões para R$ 345,45 milhões, alta de 36,0%.
Contemplações e abertura de créditos
Em março de 2026, o total de participantes ativos chegou a 132,99 mil, com ticket médio de R$ 21,83 mil. O mês registrou 6,61 mil cotas comercializadas, o maior número dos últimos três anos. Embora as contemplações tenham recuado 8,6% no acumulado do trimestre, para 8,77 mil, os valores liberados para uso somaram R$ 199,15 milhões, alta de 11,9%.
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