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Empresas lucram bilhões com o conflito no Irã, aponta estudo

Banco, petróleo e defesa registram lucros recordes com a guerra; energia renovável ganha impulso diante da volatilidade de preços

sem descrição — Foto: BBC News fonte
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O conflito envolvendo os Estados Unidos, Israel e o Irã tem provocado impactos econômicos e políticos globais. Enquanto o custo de vida aumenta e aumenta a volatilidade no mercado de energia, algumas empresas registram altos lucros com a continuidade da disputa. Analistas destacam o papel da volatilidade na geração de ganhos em setores específicos.

Relatórios indicam que grandes players conseguiram explorar oscilações de preço e fluxos de trading para elevar lucros no primeiro trimestre. Governos e empresas ajustam estratégias diante da incerteza geopolítica, mantendo o foco em reservas, contratos de energia e saldos de contas.

O fortalecimento de setores relacionados à energia, finanças e defesa permanece central na soma de ganhos. Observadores ressaltam a importância de acompanhar como as políticas públicas e as sanções podem influenciar resultados futuros.

Petróleo e gás

O impacto principal na economia global tem sido o fortalecimento dos preços de energia. O estreito de Ormuz, rota-chave para 20% do petróleo e gás mundial, viveu interrupções parciais, elevando a volatilidade dos mercados. Grandes empresas europeias de petróleo se beneficiaram com trading de ativos.

A BP registrou lucro significativo no primeiro trimestre, impulsionado pela unidade de trading, com ganhos próximos a US$ 3,2 bilhões. A Shell também apresentou desempenho superior às previsões, atingindo quase US$ 7 bilhões em lucro. A TotalEnergies teve crescimento de cerca de 33%, para US$ 5,4 bilhões.

ExxonMobil e Chevron apresentaram queda de ganhos frente ao mesmo período de 2025, em função do menor fornecimento da região. Mesmo assim, as duas companhias indicaram expectativas positivas para o restante do ano ante a persistência de preços elevados.

Grandes bancos

Bancos de investimento registraram forte aumento de lucros impulsionado por trading. O JP Morgan teve receita de trading de US$ 11,6 bilhões, o segundo maior lucro trimestral da instituição. Entre os seis maiores bancos, a margem de lucro cresceu significativamente no primeiro trimestre.

Somando os resultados, os bancos reportaram lucros de US$ 47,7 bilhões nos três meses iniciais de 2026. Analistas destacam que a volatilidade atraiu fluxos para ativos considerados mais seguros, elevando volumes de negociação. A demanda por ativos de menor risco foi um fator-chave para o desempenho.

Defesa

O setor de defesa aparece entre os beneficiários imediatos do conflito, com governos reabastecendo estoques e ampliando investimentos. Especialistas apontam necessidade de defesas aéreas, de mísseis e de drones como impulsionadores da demanda.

A BAE Systems sinalizou expectativa de crescimento firme de vendas em 2026, citando o aumento de ameaças de segurança mundial. Fabricantes como Lockheed Martin, Boeing e Northrop Grumman reportaram atrasos em pedidos no fim do primeiro trimestre, gerando preocupação com a percepção de supervalorização.

Energia renovável

O cenário de conflito intensifica a busca por diversificação energética. A demanda por fontes renováveis reforça planos de transição, mesmo com incentivos estatais às estruturas fósseis em alguns mercados. Investidores veem renováveis como elemento de resiliência contra choques de oferta.

A NextEra Energy registrou valorização de 17% de suas ações neste ano. A Vestas, Orsted e outras companhias dinamarquesas também reportaram ganhos em suas operações. No Reino Unido, a Octopus Energy relatou impulso nas vendas de painéis solares e bombas de calor, com aumento expressivo na adesão a soluções limpas.

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