O governo avança com um possível fim da escala 6×1, propondo reduzir a carga de trabalho de 44 horas para 40 ou 36 horas semanais. Parlamentares de esquerda e do centrão apoiam a ideia, buscando ganhos políticos e eleitorais.
A justificativa central é permitir que mais pessoas tenham acesso à mesma remuneração, com menos horas. Contudo, analistas divergem sobre o efeito real na produtividade, que precisaria subir para manter o nível de produção.
Efeitos esperados versus evidências
Uma redução de 4 a 8 horas semanais representa queda de 9% na carga de trabalho. Para preservar a produtividade, seria necessário ganho próximo de 10% na média. Não há consenso de que o Brasil possa obter esse ganho com a mudança.
Dados recentes reforçam dúvidas sobre ganhos de eficiência. A FGV aponta queda de 23% na produtividade da indústria em 30 anos, com produtividade por hora recuando 0,9% ao ano. Na construção, a queda é de 0,4% ao ano.
Cenário internacional e custos potenciais
Em comparação mundial, o Brasil figura na 94ª posição em produtividade, segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT). Especialistas destacam riscos de aumento do custo da hora trabalhada, que pode elevar preços, estimular demissões ou ampliar a informalidade.
Caminhos e leituras
Alguns especialistas defendem maior flexibilidade no mercado de trabalho, com maior liberdade para escolhas de jornada. Pesquisas e leituras sobre economia e produtividade são citadas como base para avaliação antes de qualquer aprovação formal.
Entre na conversa da comunidade