Há famílias com patrimônio relevante ainda enfrentando dificuldades financeiras justamente quando mais precisam de liquidez. O problema, muitas vezes, não está na quantidade de ativos, mas na forma como eles estão estruturados.
Um caso ilustrativo envolve uma mãe que faleceu, deixando mais de 10 milhões de reais em imóveis. O inventário do avô, anterior à mãe, não havia sido aberto. A ausência de liquidez impediu quitar impostos e despesas legais, atrasando toda a regularização.
Com a demora, a família precisou negociar a venda de imóveis sob pressão do tempo. Compradores percebem a urgência, o que restringe negociação e pode reduzir o valor final do patrimônio.
Esse episódio evidencia a diferença entre diversificar investimentos e diversificar patrimônio. A liquidez na sucessão depende da estrutura patrimonial, não apenas do montante.
A ideia de diversificação patrimonial envolve ferramentas que protegem a continuidade financeira, a tributação eficiente e a liquidez em fases distintas da vida. Holdings, estruturas internacionais e seguros resgatáveis são exemplos.
No universo de planejamento, o objetivo é alinhar proteção e liquidez com o momento de vida da família, reduzindo riscos de descontinuidade financeira em momentos críticos.
Noções de gestão patrimonial indicam que estruturas de proteção podem acompanhar trajetórias de crescimento, oferecendo liquidez quando a necessidade é maior. A ideia é proteger a família, não apenas o patrimônio.
Michael Viriato, planejador patrimonial e sócio da Casa do Investidor, atua na orientação sobre estratégias de proteção e liquidez para famílias com grande patrimônio.
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