O risco Brasil, medido pelo CDS de 5 anos, caiu para 116 pontos na sexta-feira, 8 de maio de 2026. O patamar representa o menor nível já registrado no terceiro mandato do presidente Lula. Também é o mais baixo desde fevereiro de 2020.
O indicador reflete a percepção do mercado sobre a possibilidade de calote da dívida soberana. A queda indica maior confiança dos investidores internacionais, mesmo diante de incertezas fiscais e do cenário político doméstico.
Durante o governo de Lula, o CDS atingiu o pico próximo de 280 pontos em março de 2023, em meio a dúvidas sobre o compromisso fiscal e ao estresse bancário global causado pela quebra do Silicon Valley Bank. Em 8 de maio de 2025, o registro foi de 178 pontos.
A redução atual também ocorre em um contexto internacional de maior apetite por ativos de emergentes, favorecido pelo enfraquecimento global do dólar e pela melhora do fluxo para mercados considerados mais arriscados.
Contexto internacional
Analistas destacam que o quadro externo contribui para o movimento de queda do CDS brasileiro. O apetite por ativos de renda fixa de emergentes vem se fortalecendo, com investidores buscando diversificação.
Ainda segundo especialistas, a percepção de risco doméstico depende de sinais fiscais estáveis e de avanços em reformas, mas a melhora externa ajuda a sustentar a recuperação do prêmio.
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