Até 2027, a dívida da prefeitura de São Paulo deve subir de 19,8 bilhões para 51,2 bilhões, segundo o projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias. O crescimento ocorre sob gestão de Ricardo Nunes, de 2021 a 2024, e permanece dentro de parâmetros legais, mas exige atenção aos custos contratados.
O aumento não implica, por si, risco imediato, pois a relação dívida/receita ficou em 19,6% em 2025, bem abaixo do teto de 120% previsto pela lei. Mesmo com projeções de 45,3% para 2026, o indicador continua estável.
A trajetória é favorável a maior capacidade de investimento, com apoio federal durante a pandemia e refinanciamentos anteriores. A cidade utiliza crédito para ampliar obras, mas é preciso dimensionar a relevância econômica de cada projeto financiado.
Obras e financiamentos em foco
Entre os destaques estão a eletrificação da frota de ônibus, programas habitacionais e ações em saúde. Também entram asfaltamento, mobilidade e saneamento, áreas de impacto direto no bem-estar público, segundo cálculos apresentados no orçamento.
A gestão afirma que os recursos devem ampliar a oferta de serviços e infraestrutura. É fundamental acompanhar a evolução dos contratos para evitar custos adicionais que podem comprometer a qualidade dos investimentos.
Perspectivas e cautelas
Analistas ressaltam que, apesar da margem segura, o ritmo de alta exige monitoramento de curto prazo. O objetivo é manter a eficiência e a efetividade dos gastos com as obras financiadas, sem extrapolar a capacidade de pagamento.
A avaliação das prioridades de investimento permanece essencial. A depender da execução, os projetos podem trazer melhoria em mobilidade, saneamento e atendimento à população. A Folha acompanhou os números do orçamento local.
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