Elon Musk apoia publicamente a proposta de Warren Buffett para reduzir a dívida pública dos EUA em cinco minutos. A ideia ganhou apoio de empresários e de nomes do mercado, com Buffett destacando um mecanismo de elegibilidade de reeleição para congressistas em déficit acima de 3% do PIB.
A discussão ganhou força após o país registrar aumento da dívida no ano anterior. O montante chegou a US$ 38,9 trilhões, equivalente a 124% do PIB, conforme dados do Tesouro dos EUA. Além disso, os juros da dívida consomem mais de US$ 22 bilhões por semana, segundo o CBO.
O plano de Buffett prevê que, diante de déficits, o Congresso tenha incentivos para agir. Musk comentou o apoio, afirmando que a proposta aponta o caminho para enfrentar o gasto público sem afetar o crescimento econômico.
Contexto e desdobramentos
Analistas ressaltam que a dívida nacional continua crescendo, com projeções de alcançar US$ 40 trilhões caso a tendência se mantenha. O debate envolve ainda outras figuras, como Ray Dalio e Scott Bessent, que também defendem medidas fiscais mais rigorosas.
O CRFB, think tank independente, já alertou que a taxa de juros da dívida pode superar o crescimento econômico até 2031. O grupo sustenta que déficits permanentes elevam o endividamento se não houver reformas.
Cenário político e impactos
Membros do Congresso apresentam propostas para reduzir o déficit a 3% do PIB, em bloco bipartidário. Em 2024, Buffett indicou que mudanças tributárias para empresas poderiam ocorrer, caso o déficit seja considerado insustentável a longo prazo. A equação envolve medidas de arrecadação e de gastos governamentais.
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