Nível de alerta sobre o custo real dos combustíveis fósseis cresce com novas estimativas. A OCDE aponta custo fiscal de US$ 913 bilhões em 2024 relacionado a fósseis que alimentam a fornalha do clima, segundo estudo divulgado hoje. O FMI eleva a conta global a US$ 7,4 trilhões quando incluem subsídios ocultos e eventos climáticos extremos.
Segundo as autoridades, o valor da ajuda direta somado aos danos ambientais supera o custo explícito. Substância das informações: o terço do PIB brasileiro, na prática, é pressionado por esses encargos ao redor do planeta. Em contraste, salários e benefícios sociais aparecem como alvo constante de cortes na opinião pública.
A reportagem destaca ainda que, em termos de subsídios explícitos, o FMI calcula US$ 725 bilhões. Ao incluir poluição atmosférica e desastres climáticos, o total sobe para US$ 6,7 trilhões. Juntas, as cifras equivalem a quase três vezes o tamanho da economia do Brasil.
A narrativa contrasta com medidas nacionais: o governo Lula já destinou cerca de R$ 30 bilhões para subsidiar o diesel de caminhoneiros. Em comparação, o rombo fiscal do país, sem considerar esse gasto, atinge valores elevados, com juros da dívida contribuindo para o déficit.
A reportagem também aborda a guerra no Irã, destacando que o conflito envolve Estados como EUA e Israel e afeta a estabilidade regional. Analistas observam que a dependência de petróleo e o controle de vias estratégicas influenciam decisões geopolíticas.
Estimativas de gastos bélicos indicam que a operação militar “Fúria Épica” gerou custos relevantes para manter Hormuz aberto a petroleiros, segundo dados oficiais dos EUA. Relatórios independentes apontam números superiores a US$ 70 bilhões, com impactos diretos em navios, aeronaves e mísseis.
O cenário também envolve impactos econômicos amplos: o setor de Defesa americano pediu orçamento de US$ 1,5 trilhão para 2027, com estimativas adicionais de US$ 600 bilhões. Alguns analistas sugerem efeitos negativos no PIB de até US$ 400 bilhões, conforme projeções de instituições financeiras.
A conclusão lógica, segundo especialistas, é o repensar da alocação de recursos para a transição energética. Ao redirecionar investimentos dos combustíveis fósseis para fontes renováveis, haveria redução de encargos fiscais e maior resiliência econômica a longo prazo.
Entre na conversa da comunidade