Nos próximos anos, as grandes empresas devem mergulhar na força de trabalho agêntica, conforme estudo recente. A projeção aponta que até o final de 2026 cerca de 40% delas já terão estratégias consolidadas para essa abordagem de IA autônoma. A ideia é que agentes assumam decisões de alto escalão e atuem como colaboradores na resolução de tarefas, inclusive em ferramentas de comunicação como WhatsApp e Slack.
Dados da Gartner sustentam essa tendência de integração de agentes autônomos ao cotidiano corporativo, ampliando a função da tecnologia no ambiente de trabalho. Já a McKinsey aponta que a automação pode reduzir até 30% do tempo dedicado por gestores a tarefas repetitivas, aumentando a produtividade.
Pesquisas do MIT acrescentam que a responsabilidade ética permanece essencialmente humana, mesmo com a IA executando a maior parte das atividades técnicas. A conclusão enfatiza a necessidade de governança responsável ao longo do processo de automação.
Para Elemar Júnior, fundador da eximia.co e consultor de grandes empresas, a transformação é estrutural e irreversível. Segundo ele, diversas atividades hoje realizadas por pessoas serão eliminadas, refletindo uma mudança de cenário empresarial.
Ele explica que surgirá um quarto vértice no modelo tradicional de pessoas, processos e tecnologia: os agentes. Esses agentes são capazes de ler sistemas, executar tarefas e interagir com equipes, aproximando-se do papel de membros do time.
A tendência deve reduzir a dependência de softwares complexos, favorecendo interações naturais entre humanos e IA. A prática já é utilizada na Exímia, com uma agente chamada Márc.IA responsável por áreas de marketing e finanças, segundo o especialista.
Especialistas apontam que a gestão de agentes será o próximo passo estratégico para as organizações. A expectativa é de criação de estruturas dedicadas à supervisão e ao planejamento de ambientes de trabalho movidos por agentes autônomos, complementando equipes humanas.
Mudança de paradigma e gestão de agentes
O conceito de web agêntica ganha relevância como forma de ampliar a interação entre sistemas e pessoas. Em termos práticos, envolve a leitura de dados, tomada de decisões e comunicação com equipes, com impactos previstos em governança, compliance e eficiência operacional.
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