Investidores da JP Morgan foram informados de que devem votar a favor da separação das funções de chair e CEO, proposta por um acionista minoritário. A medida busca reduzir o poder concentrado no comando do banco, o que tem gerado debates sobre governança.
As duas consultorias, ISS e Glass Lewis, que orientam gestores de fundos globais, apoiam a mudança para que o cargo de chair seja ocupado por alguém independente, o quanto antes. A votação ocorre na reunião anual, prevista para 19 de maio.
AJP Morgan, maior banco dos Estados Unidos, está sob pressão desde que Jamie Dimon acumula as funções desde 2005/2006, respectivamente. Regra comum em mercados europeus, a separação busca maior supervisão do conselho sobre a gestão.
ISS afirma que a complexidade do banco dificulta que uma única pessoa lidere empresa e conselho, destacando o risco de conflitos de interesse. Glass Lewis sustenta que um chair independente reforça a agenda voltada aos acionistas e a supervisão.
Dimon tem resistido às mudanças, criticando o peso das recomendações de proxy voting e lembrando que as consultorias não são de propriedade dos EUA. As avaliações ocorrem em meio a tensões entre o papel das riscas globais de governança e interesses nacionais.
A JP Morgan rejeita as propostas, argumentando que não há evidência de que lideranças independentes gerem melhor desempenho e que o histórico de resultados da empresa já demonstra força em comparação a pares. A instituição acrescenta que a estrutura atual tem permitido boa execução de prioridades estratégicas.
A instituição também mencionou que, mesmo diante da possibilidade de Dimon deixar as funções, há risco de que o líder independente não tenha autonomia suficiente para conduzir mudanças. A Reuters, o Guardian e o Wall Street Journal trazem variações de contexto sobre o tema.
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