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Tempestade para IPCA de alimentos gera risco e alerta para 2027

El Niño forte pode acentuar altas de alimentos, criando tempestade perfeita para o IPCA até 2027 e pressão adicional sobre a inflação

Pessoas em fila em supermercado no Rio de Janeiro
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O cenário para a inflação de alimentos voltou a ganhar força em avaliações de especialistas, com a possibilidade de uma segunda alta acima do IPCA nos próximos dois anos. Além do choque causado pela guerra, há sinais de força de intempéries climáticas que podem acelerar o movimento dos preços.

Entidades e analistas apontam que o período de 2026 a 2027 pode trazer pressão adicional, sobretudo se o El Niño se confirmar como forte. O efeito seria potencialmente acelerado pela seca prevista para o Sudeste, associada a custos maiores de insumos como fertilizantes.

O que está em jogo

Economistas ouvidos pelo Broadcast destacam a probabilidade de dois anos seguidos de inflação de alimentos além do IPCA. O peso dos itens de alimentação no IPCA é próximo de 21,3%, e representa ainda mais no INPC, elevando a preocupação com a inflação total.

Quem aponta os riscos

Especialistas de RB Investimentos indicam que clientes do agronegócio já tentam travar preços de fertilizantes em patamar mais alto, pressionando os custos de produção. O repasse aos preços ao consumidor é visto como inevitável.

Fontes e cenários analisados

Estudos da Warren destacam itens com maior sensibilidade aos custos de energia e rápida transmissão de choques, como carnes, laticínios, feijão, arroz, panificados e óleos. Já itens como farinha e bebidas apresentam repasse mais lento.

Perspectiva para 2027

Economistas da MB Associados estimam que a inflação de alimentação deve permanecer elevada, com o IPCA anual por volta de 5% em 2027, mantendo riscos de alta. O cenário depende de fatores como a intensidade do El Niño e o preço do petróleo.

Impactos potenciais e prazos

Se o El Niño se intensificar e coincidir com déficit hídrico na safra de milho, a inflação mensal de alimentos pode subir entre 0,39 e 0,49 ponto percentuais. A inflação de alimentação em 12 meses pode chegar a 10% ainda neste ano, segundo estimativas.

Até onde pode chegar

Para o conjunto de preços de alimentos, projeções da G5 Partners apontam alta anual entre 5% em 2026 e 7% em 2027, com respostas variando conforme a sazonalidade das safras e o curso do conflito global. O cenário base permanece desafiador para o BC alcançar a meta de 3%.

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